A arte da relojoaria
Oyster Story
Esportes, artes e planeta
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GMT-MASTER II
De um fuso horário a outroConcebido como um instrumento para profissionais chamados a percorrer o mundo, o GMT-Master tornou-se, com o tempo, uma referência entre os relógios para viajantes. Ao longo dos anos, aviadores, exploradores, atletas e artistas ajudaram a construir o legado desse modelo. Hoje em dia, o relógio que leva adiante esse espírito cosmopolita é o GMT‑Master II: herdeiro natural do GMT-Master.
O mundo vivia grandes mudanças a um ritmo acelerado: comércio, viagens e formas de comunicação progrediam em grande velocidade em todos os cantos do planeta. As distâncias pareciam menores e o tempo, por sua vez, parecia passar cada vez mais rápido. Graças aos avanços da aeronáutica, o avião se transformou em um meio essencial de transporte. Com os novos voos de longa distância, passou a ser possível cruzar oceanos e continentes sem pausas. Foi então que um novo desafio surgiu: como controlar múltiplos fusos horários ao mesmo tempo?
Com sua função GMT capaz de exibir dois fusos horários, o GMT‑Master veio para auxiliar os profissionais que percorrem o mundo. “GMT”, afinal, é um acrônimo para “Greenwich Mean Time” – a hora padrão internacional até 1972, e por isso mesmo um ponto de referência essencial para todos os viajantes.
A Rolex passou a ser parceira da Pan American World Airways, também conhecida como Pan Am. Foi assim que o GMT-Master se tornou o relógio oficial da principal companhia de aviação intercontinental da época, com sede nos Estados Unidos. Os pilotos da Pan Am receberam relógios GMT-Master e passaram a ilustrar os anúncios da Rolex, o que ajudou a estabelecer o modelo como um ícone do mundo da aviação.
O primeiro voo sem escalas da Pan Am saiu de Nova York com destino a Moscou. O avião levou jornalistas até a União Soviética, para documentar a visita do então vice-presidente americano Richard Nixon. No comando do Boeing 707 que realizou esse primeiro grande voo intercontinental estava o capitão C. N. Warren, que utilizou seu GMT-Master como instrumento auxiliar de navegação. Ele afirmou: “O voo em si mesmo foi pilotado pela Rolex”.
A Rolex patrocinou a expedição Pegasus Overland. Cada um dos oito soldados do exército britânico recebeu um GMT-Master para a ocasião. Durante 51 semanas, eles percorreram 34 países e atravessaram os continentes da Europa, Ásia, Oceania e África, sempre em dois veículos off-road especialmente equipados para a missão. A jornada, que foi inteiramente registrada em filme, proporcionou uma visão única das culturas e paisagens do final dos anos 1950.
Sheila Scott tornou-se a primeira mulher britânica a realizar um voo solo ao redor do mundo. Em 18 de maio de 1966, ela decolou com seu monomotor Piper Comanche no aeroporto de Heathrow, perto de Londres, na Inglaterra. Em seu pulso, ela trazia um GMT-Master. Sheila retornou ao ponto de partida no dia 20 de junho, após realizar 31 paradas e viajar por cerca de 50.000 km – totalizando 189 horas de voo ao longo de 34 dias.
Entre 1959 e 1968, a NASA e a Força Aérea dos EUA desenvolveram o programa X-15. O projeto, que previa uma aeronave hipersônica, tinha como objetivo testar a habilidade dos pilotos de suportar os efeitos de velocidade extrema e voo suborbital. Entre os pilotos selecionados, estava William J. Knight – um nome que entrou para a história. Em 3 de outubro de 1967, ele sobrevoava o deserto de Mojave, na Califórnia, com um GMT-Master no pulso, quando atingiu a velocidade máxima de 7.274 km/h (Mach 6,7). Naquele instante, ele estabeleceu um recorde que até hoje não foi superado.
Após sete meses no mar e uma vitória praticamente garantida na competição Sunday Times Golden Globe Race (o primeiro evento solo de circum-navegação do mundo), Bernard Moitessier decidiu interromper sua participação e simplesmente continuar navegando pelo mar. Ele declarou, apenas: “Estou indo para as ilhas do Oceano Pacífico, pois sou mais feliz quando estou navegando”. Bernard aportou no Taiti em 21 de junho de 1969, depois de navegar por mais de 37.000 milhas náuticas. Em sua aventura, ele contou apenas com um sextante e seu GMT-Master.
Em 11 de abril de 1970, a missão Apollo 13 deixou a Terra para tentar uma terceira missão americana rumo à Lua. O piloto Jack Swigert levou, juntamente com outros pertences, um item especialmente importante: um GMT-Master. O relógio permaneceu em seu pulso ao longo de toda a missão, como um talismã. Após falhas de funcionamento, a aeronave acabou retornando à Terra mais cedo do que o planejado. Jack Swigert teve que ajustar a trajetória diversas vezes. Em 17 de abril, a cápsula pousou entre a Nova Zelândia e as Ilhas Fiji, com a tripulação sã e salva.
Uma das aparições mais célebres do GMT-Master é no filme Apocalypse Now, em que Marlon Brando interpreta o coronel Walter E. Kurtz. Com um GMT-Master no pulso, o personagem decide abandonar o exército durante a Guerra do Vietnã. O ator gostava muito do relógio em questão, mas a equipe de produção acreditava que o modelo seria muito facilmente reconhecível pelo público. Foi então que o galã decidiu remover ele próprio a icônica luneta em vermelho e azul, para que ainda assim pudesse usar o relógio durante as filmagens. O modelo de Marlon Brando apresentava ainda uma camada extra de singularidade, já que o nome do ator estava gravado no fundo da caixa.
A Rolex aprimorou ainda mais o GMT-Master, tornando-o mais confortável e intuitivo. Em 1982, a marca introduziu um novo mecanismo que permitia regular o ponteiro das horas independentemente do ponteiro dos minutos e do ponteiro 24 horas. Essa melhoria, de grande importância, foi acompanhada por uma mudança de nome. Assim, o GMT-Master dotado desse mecanismo otimizado passou a ser conhecido como GMT-Master II.
Em 2005, o GMT-Master II tornou-se o primeiro relógio Rolex a apresentar um disco de luneta Cerachrom fabricado em cerâmica de alta tecnologia. Lançado inicialmente nas cores preto e azul e posteriormente em versões bicolores a partir de 2013, esse disco de luneta é robusto, praticamente à prova de arranhões, resistente à corrosão e aos raios ultravioleta. Além disso, sua cor é inalterável.
Scott Brash alcançou um marco histórico ao vencer, de forma consecutiva, os eventos Grand Prix de Genebra, Aachen e Spruce Meadows. Foi assim que ele se tornou o primeiro – e até agora único – cavaleiro a conquistar o Rolex Grand Slam of Show Jumping. Após esse feito extraordinário, o escocês recebeu um GMT-Master II com disco de luneta Cerachrom em cerâmica vermelha e azul. Ele declara: “Sempre que olho para este relógio, me lembro daquele dia em Calgary”.
Uma reinterpretação inesperada do GMT-Master II. Munido de um disco de luneta Cerachrom em cerâmica verde e preta, esse novo modelo se distingue pela coroa posicionada no lado esquerdo da caixa. Outra característica bastante singular é a exibição da data, que aparece às 9 horas no mostrador. Quando foi lançada, esta versão do GMT-Master II era a única a apresentar essa configuração dentre todos os relógios Rolex. Por meio desse design único, a Rolex reafirmou seu compromisso de atender às necessidades e preferências de cada usuário.
A Rolex revelou seu primeiro mostrador produzido em cerâmica de alta tecnologia. Fabricado na cor verde, esse novo componente Cerachrom integra o Oyster Perpetual GMT-Master II em ouro branco 18 quilates. Além disso, apresenta uma coroa do lado esquerdo e uma exibição da data às 9 h.